HISTÓRIAS HISTÓRICAS

o bater do coração
11.11.2020

Ele há romances históricos que eu adoro.
Ele há também histórias históricas que eu devoro.
Uns e outras, no respeito pela verdade histórica, sempre. 
Daquela vez aconteceu. Bate, bate coração.

O número de anos de quem se gosta não se conta pelos dedos
mas pelo bater do coração.
E por cada martelada solene, de festa em festa,
aí vão saltos de esperança, de compromissos, de cumplicidades.
Era uma vez. Aconteceu uma história singular.
Meu pai Augusto, meu Mestre, estrela polar da minha caminhada,
era poeta. Mas só para a sua amada, minha Mãe.
Herdei o livro único escrito à máquina com fita encarnada que deixou.
Não sei porquê a cor. Nem nunca quis saber.
Talvez porque quando lhe escrevia lembrava a rosa encarnada
que colhera para lhe oferecer.
Fomos certa noite os dois casais ao Cinema São joão. Era um filme de amor com Grace Kelly. Lembro bem. Comprei os caramelos que adorava, que meu pai quiz pagar. Sabem porquê? Era dia 24 de Fevereiro e havíamos descoberto na véspera que iniciáramos namoro no mesmo dia e mês. Com trinta e três anos de intervalo. E naquele intervalo do filme o meu pai fez questão em me oferecer os caramelos que adorava.
Coincidências? Talvez não.

E porque hoje é uma festa muito especial, num período tão especial, aqui vai aquele beijo crescido à minha amada, e acrescido de tantas memórias que serão a herança indelével que deixamos àqueles que estão. E aos que virão.

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