HISTÓRIAS HISTÓRICAS

Era uma vez…

Ele há romances históricos que eu adoro.
Ele há também histórias históricas que eu devoro.
Uns e outras, no respeito pela verdade histórica, sempre. Mas contendo uma componente romanesca que projeta em cada leitor lembranças, detalhes, reminiscências que as convertem em memórias como se fossem suas.
E hoje é a história histórica da memória da mão dada de meu avô Francisco.
Em 1945. Sim. Esse mesmo. Aquele que em 1903 fundou o Espelho da Moda.
Hoje, uma loja na casa dos 107 anos. Porque ela ainda anda por aí. Não de pedra e cal mas na história de tantas e de tantos. E com nome inteiro, há muito registado por mim. E se mantém. E meu avô, pelos 125, ainda presente nas viagens que contava, nos selos que me dava, naquela mão quente, enorme, que me apoiava.




E tu? Se na casa dos quarenta. Recordas o bulício que fazias quando lá aparecias com a tua Mãe? E o aquário mantido impecável pelo Arnold Gilbert? E as visitas do Pai Américo a tomar chá acompanhado de bolachas inglesas a trocar conselhos sobre a Obra da Rua com o meu tio Manuel?
E as montras? Oh!!! As montras feitas pela Isabel? E mais. E mais. E Mais também.

Mas atenção. Recordo esta história histórica com saudade mas sem saudusismo. É que este remexer essas águas traz à tona a sabedoria para arrostar o momento que passamos, que não será o último. E para pôr em marcha tanto projeto que tu, eu e os nossos parceiros do lado têm em mente. Na competência. E no coração.

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