Escrevo. Componho. Logo existo.

Poeta. Músico. E companhia.

Aqui vai o desafio. Faz a tua caixa explodir. Coloca abaixo o teu poema, o teu conto, a tua música, a tua canção.
Sabe-se lá se, em breve, destas partilhas nascerão belas melodias.
Respeita as regras: nada de insultos. Nada de racismo. Nada de pornografia.
Força. Partilha o que em ti há de melhor.

Sonho meu
Eu tenho um sonho,
amigo que compões.
Servir de alvo à tua flecha musicada
que acerta em cheio o coração
das frases soltas, ocas,
sem senso nem sentido
que vou escrevinhando por aí.
Sonho notas agudas
a trespassar palavras vazias,
ensossas, descabidas que sujam o papel.
Sonho notas graves, esbeltas mas suaves,
que teimam em sarar feridas
e converter cartas de amor
em melodias.
Sonho naquela praça pública
que todos, quase todos, percorremos,
ou pelo menos sonhamos passear,
onde libertamos ao vento
montes de notas e letras,
sonhamos nós,
que irão esvoaçar
Sonho naquele dia,
tão próximo ou tão distante,
em cada poeta e cada músico,
humilde ou celebrado,
verá descer do céu a letra certa,
a tal nota rigorosa,
porque agora chegou a sua vez.
E tu, amigo,
que escreves, que compões!
Não guardes só para ti
o que em ti há de melhor.
Partilha os teus saberes,
a tua festa, a tua solidão.
Aqui. E agora.
para um poema, uma canção.

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