Até já…

Embora sábado,
hoje eu parei de pensar.
E de fotografar.

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Cada vez que um filho nasceu,
cada vez que quem amo morreu,
sobretudo aqueles de que nem consigo falar,
libertei-me do tempo e do espaço.
E de cada vez que aconteceu
“espreitei esse instante da frincha da verdade”
e não mais fui eu.
Manuel Paulo – Também eu.
(frase em itálico-Rosa Montero)

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Até já amiga,
qual irmã.
Porque eu creio
seguiste o caminho da Promessa,
portaste contigo
as camadas de histórias,
histórias em camadas
que tens para contar.

Camadas de histórias
também nossas,
de tantos anos,
de tantos nossos
que não os consigo contar.

Risos, festas, folias,
safanões, utopias,
dúvidas, angústias, intenções,
entreajudas, coragens, partilhas,
conselhos, fugas em frente, teimosias,
presenças, orações, despedidas,
refeições, adeus, regressos,
e tanto de tantas histórias
que tu nem eu
conseguimo-las contar.

E foi bom
todos nós e cada um
ter repartido contigo
o que somos, o que és.
Até já.

 

 

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