Tolerância máxima

Porque hoje é sábado
Parei a pensar o que hoje pensei.
E pensei em ti.

Agostinho da Silva, em  ‘Considerações’, escrevia:

Reservemos para nós a tarefa de compreender e unir; busquemos em cada homem e em cada povo e em cada crença não o que nela existe de adverso, para que se levantem as barreiras, mas o que existe de comum e de abordável, para que se lancem as estradas da paz; empreguemos toda a nossa energia em estabelecer um mútuo entendimento; ponhamos de lado todo o instinto de particularismo e de luta, alarguemos a todos a nossa simpatia.
Reflitamos em que são diferentes os caminhos que toma cada um para seguir em busca da verdade, em que muitas vezes só um antagonismo de nomes esconde um acordo real. Surja à luz a íntima corrente tanta vez soterrada e nela nos banhemos. Aprendamos a chamar irmão ao nosso irmão e façamos apelo ao nosso maior esforço para que se não quebre a atitude fraternal, para que se não perca o dom de amor, para que se não cerre o coração à mais perfeita voz que nos chama e solicita.

Este texto fez-me pensar em ti e escrever-te:

Deixa
que o tempo
previna os incautos,
aventure os prudentes,
saúde os alegres,
divirta os presentes.

Descobre o que importa
no tempo que resta,
que o tempo que passa
é passado
e o tempo que falta
está aí.

É chegado o momento
do tempo de amar,
do tempo de unir,
onde os bons e os maus
somos todos,
mas todos capazes
de lançar
sementes de paz.

É tempo,
no tempo que resta,
de buscar os caminhos da verdade.

Que somos,
queiramos ou não,
caminheiros que cruzam
num único ponto,
sem retorno,
onde o amor reinará.

 

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2 Responses to Tolerância máxima

  1. José Manuel Elias says:

    Eu sou o caminho, a verdade e a vida e também Eu não vim para julgar mas para salvar, e também que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei, assim Jesus Cristo veio ao mundo e passou fazendo o bem, incluindo a todos, em particular os que mais precisa(va)m – os pobres, doentes e marginalizados de cada tempo, de cada sociedade, apontando caminhos de esperança e de eternidade, mostrando o rosto do Pai e fazendo presente o seu reino na terra.
    Que bom seria se, nos tempos de hoje, no mundo de hoje, aprendêssemos a inclusão nos gestos, nas palavras e nas acções como meios de fundar o bem comum.
    Bem haja.
    Forte abraço

  2. maria manuela says:

    Profundo e verdadeiro o texto de Agostinho da Silva e tão bem secundado pelo teu poema! Já agora também pelo do teu amigo.
    Cada vez gosto mais do teu blog. Continua.

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